78% dos negócios pet pertencem a micro empreendedores

Fachada exterior da Deloitte

Uma análise do mercado pet realizada pela Agência Sebrae de Notícias do Brasil detetou que quase 80% dos negócios são de micro empreendedores individuais.

Segundo a Agência Sebrae de Notícias, o número de pequenos negócios ligados à comercialização de produtos e de serviços voltados para animais domésticos no Brasil tem apresentado um crescimento assinalável desde 2012. Os micro empreendedores individuais (MEI) têm sido os grandes responsáveis por esse boom, diz o Sebrae.

Baseada nos dados da Receita Federal, a Agência adianta que “são aproximadamente 83,4 mil negócios ligados ao segmento pet, contra 18 mil, em 2012, o que representa um incremento de 363% no período analisado. Desse total, 78% (65,4 mil) são de micro empreendedores individuais que atuam com comércio de animais vivos e de artigos e alimentos para animais de estimação ou de medicamentos veterinários.” 

Carlos Melles, presidente do Sebrae, explica que “mesmo antes do início da pandemia, esse era um nicho que vinha crescendo de forma sustentável e que se tornou uma opção de negócio para milhares de brasileiros que se identificam com esse segmento”. 

Esta tendência foi, entretanto, reforçada pela pandemia, já que, entre 2020 e 2021, “foram criados cerca de 22,9 mil CNPJ em atividades ligadas ao mercado pet, o que corresponde a cerca de 27% do total existente”. Esse crescimento também se verifica através dos resultados apresentados nas pesquisas de Impacto da Pandemia do Coronavírus nos Pequenos Negócios, realizadas pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV). Nos últimos dois anos, revela a pesquisa, as atividades ligadas aos pet shops estiveram entre as menos impactadas pela crise”.

A 13ª e mais recente edição desse estudo realizada em novembro de 2021. Entre os principais destaques, conclui-se que “90% dos petshops estão em funcionamento e que são os que mais funcionam sem alterações, quando comparado ao período da pré-pandemia, com 48% declarando essa situação”.

O responsável pelo Sebrae chama também a atenção para a resiliência do setor pet. “Enquanto a média de queda de faturação nos pequenos negócios estava em -30%, em novembro de 2021, no segmento pet o resultado era de -19%. Apenas o Agronegócio e a Indústria apresentaram uma queda inferior, respetivamente de -11% e -17%”.

Em conclusão, “os impactos menores de queda de faturação no segmento e o aumento do número de pessoas que procuraram adotar ou comprar um animal doméstico são mais alguns dos estímulos para o crescimento dos petshops no país e a tendência é que essa seja uma atividade com boas perspetivas para 2022”, ressalta o presidente do Sebrae.

FONTE: Sebrae

Scroll to Top