As propostas do setor industrial para o futuro do Brasil

figuras de animação a erguer a bandeira do Brasil.

A VEJA INSIGHTS publica, na sua 19ª edição, as principais análises e propostas dos representantes do setor industrial.

Desde 1994 que esta proposta é apresentada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aos candidatos à Presidência da República sempre que ocorrem eleições gerais.

O resumo das propostas é apresentado pelo empresário Robson Braga de Andrade, presidente da CNI.

Os 21 temas e propostas abordados são os que a indústria do Brasil considera “essenciais para o futuro do país”. Política industrial, de inovação e de comércio exterior; infraestrutura; tributação; relações do trabalho; educação; meio ambiente; segurança jurídica; macroeconomia; e eficiência do Estado – fatores que, combinados, “indicam o caminho para mudar o país”.

“Nossas proposições partem da premissa de que é fundamental que a economia nacional volte a crescer de forma vigorosa e sustentada, para criar oportunidades de trabalho para os mais de 11 milhões de desempregados, além de elevar a renda e a qualidade de vida da população”, adianta o responsável.

Ciência e Tecnologia

O Brasil investe menos de 1% do PIB em inovação, um valor abaixo da média dos países que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que é de 2,68%.

“Aumentar os investimentos em ciência e a tecnologia são cruciais para aumentar a produtividade da Indústria”, considera Braga de Andrade. Em particular, para “aproveitar as janelas de oportunidades abertas pela chamada Indústria 4.0, caracterizada pela crescente automação e pelo avanço da digitalização”. As alterações climáticas também entram na equação, já que é uma boa altura para investir na economia de baixo carbono.

Política industrial

Os responsáveis pelo setor industrial brasileiro pretendem ainda implementar programas que apoiem a sua diversificação e fortalecimento. Isto com o apoio de “uma política industrial moderna”, apontando os exemplos de regiões económicas fortes como a União Europeia, Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul e China. “Defendemos que tal política tenha como objetivos a inovação, o aumento da produtividade, a inserção internacional das empresas e a descarbonização da produção”, acrescenta o presidente da CNI.

Educação

A qualidade da educação básica e a ampliação da oferta de cursos de formação profissional é uma prioridade para o setor. “É fundamental que as redes de ensino do país estejam conectadas com a era do conhecimento para que os jovens tenham oportunidades de aprendizagem ao longo de toda a vida e se preparem para atender às demandas do mercado de trabalho em constante transformação”. Um caminho só possível com a apropriada adequação da legislação do trabalho às novas formas de produção e de trabalho.

Impostos

Outra prioridade prende-se com a aprovação da reforma da tributação sobre o consumo. O tema tem sido amplamente discutido e está pronto para votação no Congresso Nacional. Uma tributação mais justa permitirá corrigir distorções e simplificar o sistema de arrecadação de impostos. “É fundamental para estimular os investimentos e a criação de empregos”, consideram os patrões da indústria brasileira.

Infraestruturas

A modernização e a correção das deficiências da infraestrutura são outras medidas importantes. A aposta em concessões e privatizações de sucesso permitiu ampliar os investimentos no país. Mas são necessárias mais medidas reguladoras, nomeadamente no mercado de gás natural, combustíveis e energia elétrica.

Estímulos económicos

O crescimento económico depende também da estabilidade macroeconómica do país e do mundo. Para isso é fundamental controlar a inflação, cobrar juros mais baixos e equilibrar as contas públicas. A segurança jurídica, o acesso ao crédito, o estímulo ao desenvolvimento e instituições estatais mais eficientes proporcionam um melhor ambiente de negócios. Leia o texto completo de Robson Braga de Andrade em VEJA INSIGTHS.

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