“Figital” é tendência no retalho

A digitalização é o futuro do comércio, mas as lojas físicas continuam a ser indispensáveis, conclui um relatório da Statista.

Primeiro plano de mão a digitar num telemóvel com o símbolo de carrinho de compras, tendo como fundo uma loja de roupa

No retalho pós-pandemia, as lojas físicas e o comércio digital combinam-se numa nova tendência, o “Figital”. Estas são as conclusões do relatório da E-Commerce World Wide 2021 da Statista, citado pelo jornal Eco, que sublinha os “pequenos passos no caminho da digitalização”, no setor do retalho, “apesar da aceleração dos processos com as necessidades criadas pela pandemia”.



A propósito do relatório, o jornal entrevistou diversos especialistas, entre os quais a CEO da Insania, uma plataforma de e-commerce 100% nacional, que disponibiliza desde os brinquedos aos artigos de moda, passando pela saúde, fitness e gadgets tecnológicos. Maria Amélia Teixeira, defende que o e-commerce está atualmente consolidado e é a forma de compras privilegiada por muitos portugueses. “A pandemia veio alterar os hábitos de consumo das pessoas e acelerar o processo de transformação digital no setor do retalho. Hoje em dia, fazer compras online é o novo normal e já não vamos voltar atrás nesse aspeto. Atualmente, as empresas e até o pequeno comerciante, estão a adaptar-se à nova realidade porque sabem que só têm a ganhar se tiverem os seus produtos expostos numa montra digital, que chega a muito mais pessoas”, afirma a responsável.

As estimativas apontam para um valor global de 6,39 biliões de dólares (5,5 biliões de euros) do e-commerce em 2024, com um crescimento anual médio de 25%. Em relação ao retalho, o e-commerce representou 18% em 2020 e deverá ascender a 21,8% em 2024. Os países que registam crescimentos mais acentuados são a Índia, a Espanha e a China.

Na União Europeia, os dados da Eurostat revelam que 72% das pessoas que usaram internet (cerca de 89% do total) em 2020, fizeram compras online. Em Portugal 79% das pessoas usou internet, mas apenas 45% realizou encomendas online.

No mesmo artigo, o Eco também refere um estudo sobre a economia digital em 2020 divulgado pela ACEPI (Associação Economia Digital) relativo à presença online das empresas portuguesas. Presença essa que cresceu até aos 60% devido à pandemia, com cerca de 52% das empresas de grande dimensão a venderam produtos ou serviços online (cerca de 27% do total das empresas). 

Por outro lado, 25% das empresas que praticam comércio eletrónico integraram a loja física com a loja online, estimando-se que o valor do comércio eletrónico em Portugal tenha ultrapassado os 103 mil milhões de euros no final de 2020.

A integração dos marketplaces e a digitalização das lojas físicas existentes é o caminho seguido por diversas marcas. Estudos indicam que muitos clientes procuram vários canais antes de comprar e que muitas vezes acedem aos catálogos de produtos online para concretizarem a sua compra na loja física.

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