Grupos de compra informais crescem no WhatsApp

Roupa, sapatos e acessórios são os artigos mais comercializados via WhatsApp no Brasil.


Ecrã de telemóvel com o símbolo do WhatsApp. Carrinho de compras metálico no fundo.

Um estudo conduzido pelo Núcleo de Marketing e Consumer Insights (NUMA), constituído por estudantes e professores da ESPM, revelou que o WhatsApp movimenta cada vez mais comércio em grupos de compras informais no Brasil. Segundo o site mercado e consumo, o núcleo entrevistou 297 pessoas para analisar como ocorrem as compras realizadas em comunidades informais online. O WhatsApp é o aplicativo mais utilizado por 69% dos entrevistados no comércio em grupos. Em seguida, aparece o Facebook, com 23%; logo depois, o Telegram, com 3%.

“O WhatsApp tornou-se uma ferramenta de comunicação e de comercialização de bens ao mesmo tempo”, diz Helder Haddad, professor e pesquisador do NUMA ESPM. “Mesmo na informalidade, se destaca como mais um canal de vendas.”

Nestas comunidades, o comércio acontece com maior frequência nos grupos de amigos (18%), seguido de família (14%) e escola (11%). “Os integrantes desses grupos costumam ser mais próximos e confiáveis, por isso a maior facilidade em comprar e vender”, diz Haddad. Esta facilidade é apontada como vantagem para 19% dos entrevistados.

Entre as desvantagens desse tipo de comércio, estão golpes e fraudes, para 23% dos respondentes, seguidos de impossibilidade de provar o produto, para 19%, e da falta de garantia, para 15%, principalmente fora dos grupos de família, amigos e escola.

5 produtos mais vendidos:

Artigos de moda – 29%

Artigos de casa – 11%

Jogos – 6%

Livros – 5%

Serviços – 4%


Temas dos 5 principais grupos:

Amigos – 18%

Família – 14%

Escola – 11%

Séries e filmes – 6%

Viagens – 6%

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