Indústria de componentes para automóvel ganha quota de mercado

Mais 1,2% no volume de vendas em 2021 é a previsão apontada pela Associação de Fabricantes para a Indústria Automóvel (AFIA).  


Automóvel branco parado em parque de estacionamento com parede de betão

A recuperação dos efeitos da pandemia de covid-19 começa a fazer-se sentir na indústria de componentes para automóvel em Portugal. Pedro Pêga, diretor da AFIA, anunciou a previsão de 1,2% de crescimento no volume de vendas já para este ano. O número foi avançado durante o 10.º Encontro da Indústria Automóvel, que decorreu em Ílhavo a 17 de novembro.

O setor registou uma taxa média de crescimento de 8,1% até 2019, com uma “quebra acentuada” de 13% no volume das vendas em 2020, ano em que as receitas atingiram 10,4 mil milhões de euros, adiantou o responsável. Um valor que, apesar de tudo, representa menos de metade da quebra registada na Europa, que se situou nos 27%. Para o diretor da AFIA, isto significa que a indústria de componentes para o automóvel em Portugal “ganhou alguma quota de mercado”.

O encontro contou com a presença, por vídeo conferência, do ministro da Economia, Pedro Siza Vieira. O governante sublinhou a necessidade de grandes mudanças no setor devido ao aparecimento de novos modelos de mobilidade. “A transformação significativa do modo como produzimos e do modo como nos deslocamos vai ter um impacto provavelmente bastante significativo nesta indústria”, adiantou.


Números da indústria de componentes para automóvel em Portugal:

  • 83% da produção destina-se a exportação
  • 8,6 mil milhões de euros do volume de negócios
  • 62 mil trabalhadores 
  • 350 empresas com 375 fábricas
  • 98% dos automóveis produzidos na Europa possuem componentes produzidos em Portugal
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