Indústria europeia exige matérias-primas sustentáveis

Eurodeputados querem que a Europa dependa menos das importações de matérias-primas essenciais e aposte em energias renováveis.


Trabalhador com colete, luvas e capacete de segurança debruçado sobre conjunto de painéis solares

Os eurodeputados querem que a Europa dependa menos das importações de matérias-primas essenciais necessárias às suas indústrias estratégicas, divulga o site do Parlamento Europeu.

Para concretizar os objetivos de se tornar mais digital, com maior eficiência energética e um impacto neutro no clima, a União Europeia (UE) precisará de matérias-primas essenciais como o lítio e o cobalto, necessárias ao fabrico de baterias e motores elétricos. Tais tecnologias permitem o desenvolvimento de setores estratégicos: energias renováveis, carros elétricos e tecnologias digitais. Na imprensa especializada, Portugal é considerado como um país com excelente potencial para a exploração de lítio.

A União Europeia deverá diversificar as fontes de abastecimento de matérias-primas essenciais e reduzir a dependência de alguns países terceiros. Ao mesmo tempo, as matérias-primas deverão ser recicladas a partir de produtos pré-existentes. Os eurodeputados querem promover a reciclagem e a recuperação de matérias-primas essenciais provenientes da extração mineira, da transformação e dos fluxos de resíduos comerciais, de modo a garantir um acesso fiável, seguro e sustentável às mesmas.

Eles sugerem ainda o estabelecimento de metas específicas de reciclagem para matérias-primas essenciais como, por exemplo, através de um quadro de monitorização. Nos primeiros meses de 2021, aliás, o Parlamento já tinha apelado a regras de reciclagem mais rigorosas e proposto o Plano de Ação para a Economia Circular, destinado a dotar a indústria de maior circularidade até 2050.

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