Inovação e diplomacia no percurso de Renata Ramalhosa

A revista Forbes Brasil traça o perfil de Renata Ramalhosa, uma antiga cônsul portuguesa que agora aposta na inovação para acelerar empresas.

A Forbes, prestigiada publicação internacional dedicada aos negócios, escolheu destacar o perfil de Renata Ramalhosa na sua mais recente edição brasileira, na seção Tech. A revista traça a trajetória da antiga diplomata de nacionalidade portuguesa que vive e respira inovação no Brasil. O seu percurso é contado, desde que nasceu, em São Tomé e Príncipe, até à aposta na Beta-i Brasil, em 2015. Entretanto, estudou Engenharia Ambiental em Londres e trabalhou durante 18 anos na Embaixada Britânica em Lisboa, serviço pelo qual foi até condecorada pelo Reino Unido.

De 2015 a 2019, exerceu funções como Cônsul Geral Adjunta em São Paulo. Foi aqui que decidiu enfrentar um novo desafio, dedicado a fomentar a inovação no Brasil. Assim, ajudou a cofundar a Beta-i Brasil, uma consultora de inovação aberta especializada em gestão de projetos. O seu objetivo é conectar o ecossistema brasileiro com o mundo e grandes empresas com start-ups. Desde o seu lançamento, a Beta-i Brasil já atraiu clientes como Suzano, Ambev, Grupo Boticário, EDP Brasil e Klabin.

“A minha experiência no governo britânico foi sempre focada na área de comércio e investimento, o que me permitiu estar sempre próxima tanto das grandes empresas e PMEs, como também do ecossistema de empreendedores e start-ups, o que me levou a entender estratégias de negócios, parcerias, internacionalização e, claro, ambição de crescimento. Este trabalho me permitiu entender muitos setores de atividade, como se faz negócio e, principalmente, a importância da relação entre as pessoas”, explica Renata à Forbes. 

Inovação: diferenças entre Brasil e Europa

Para a ex-diplomata, as competências que adquiriu na sua carreira anterior são também essenciais para as funções que hoje exerce: “curiosidade, escuta ativa, entendimento do negócio, busca de soluções e relacionamento”.

A publicação adianta que atualmente, além dos projetos corporativos, a responsável também atua em iniciativas locais na Região Norte. Por exemplo, para o estado do Amazonas e de Roraima, os projetos inseridos no Programa do Sebrae Nacional Inova visam desenvolver empreendimentos inovadores na Amazônia, através de um programa de aceleração.

Responsável pela jornada de ideação e aceleração de 100 start-ups em ambos os estados, a Beta-i poderá revelar-se uma aposta importante no empreendedorismo e inovação no país. Renata Ramalhosa confessa que tem “aprendido muito desde 2015 quando vim morar e trabalhar aqui. O Brasil, mesmo com os desafios sociais que tem, é vibrante e possui talentos incríveis, o que reflete em vários ecossistemas de inovação e empreendedorismo de Norte a Sul do país. Embora não seja para principiantes, é um país onde o empreendedor é resiliente, tem garra e é muito criativo para trazer soluções que resolvem os gargalos do mercado”.

Instada a comparar a realidade de indústria e comércio do Brasil com a Europa, a ex-cônsul deteta algumas particularidades. “A inovação na Europa vem, muitas vezes (não sempre), de regulamentação que exige às empresas responderem e se adaptarem. No Brasil, vejo que existem muitas soluções para desafios de mercado, de setor e de negócio, o que faz com que sejam criadas respostas a esses desafios. No meu caso, trabalho com start-ups brasileiras que têm a ambição de serem globais e muitas delas se adaptam muito bem a outros contextos justamente porque no Brasil já estavam acostumadas com um cenário complexo e desafiador.”


FONTE: Forbes Brasil 


O que é a Beta-i

Beta-i é uma consultora de origem portuguesa de inovação colaborativa com alcance global, especialista na conceção e gestão de projetos de negócios, desde a estratégia até o desenvolvimento de pilotos. O seu objetivo é fornecer aos clientes as soluções certas para cada desafio, sejam eles quais forem. Até hoje, já contribuiu para o lançamento de mais de 250 projetos de inovação e para o desenvolvimento de mais de 300 projetos piloto em 80 países, equivalentes a mais de 100 milhões de dólares. A Beta-i atua sobretudo nos mercados de Energia, Sustentabilidade, Saúde, Economia azul, Agricultura e alimentação e Finanças, entre outros.

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