Portugal vai produzir salmão e bacalhau 

A norueguesa Maiken Foods A.S. Group encontrou em Sines as condições ideais para a produção de salmão e bacalhau.


Maiken Foods A.S. Group escolheu um terreno de 10 hectares – o espaço equivalente a 10 campos de futebol – da Zona Industrial e Logística de Sines (ZILS), no sudoeste de Portugal, para dar início à produção de salmão e bacalhau, anunciou a AICEP. O grupo norueguês desenvolveu uma tecnologia inovadora para aquicultura em viveiros de peixes em terra. 

O investimento tem um valor total de 80 milhões de euros. Numa primeira fase, são investidos 40 milhões para a produção de salmão e, numa segunda fase, de bacalhau. A Maiken Foods tem como mercados prioritários Portugal e outros países da União Europeia, com destaque para França e Espanha. Uma medida que vai permitir um acesso mais fácil ao peixe preferido dos portugueses. “O bacalhau da Noruega vai virar português! Os dias do prato nacional ter que ser feito com importação estão contados”, adianta Filipe Costa, CEO da AICEP.

Produção de Salmão e Bacalhau em Portugal: projeto em números

  • 10 hectares de terreno
  • 80 milhões de euros
  • 200 postos de trabalho
  • 6.000 toneladas de salmão e bacalhau por ano
  • Início da construção: 4º trimestre de 2022

A empresa estima a criação de 50 novos postos de trabalho durante a construção e de 200 empregos a tempo inteiro, assim que o projeto atingir a velocidade cruzeiro.

A Maiken Foods espera iniciar a construção no último trimestre de 2022.

O processo consiste em grandes tanques circulares, cada um com um módulo de filtro integrado para recirculação intensiva. É utilizada a água do mar, que é reciclada no tanque antes de ser devolvida ao oceano. A água é submetida a refrigeração através de energia fotovoltaica gerada por painéis solares no teto dos tanques e nas diversas construções da unidade de produção.

Os tanques operam de forma independente (IPU – Unidades Individuais de Produção), “permitindo um controle mais eficiente da produção e sua expansão de acordo com o crescimento da demanda. Essa tecnologia permite a criação de animais de forma sustentável, com temperatura controlada e livre de parasitas e produtos químicos”, garante a empresa.

Arve Gravdal, CEO da empresa norueguesa, tem desenvolvido vários projetos semelhantes noutros países. “Encontrámos em Sines as condições ideais para a instalação do nosso projeto, não só pelo acesso à água do mar, mas também pelo preço muito competitivo das energias renováveis, fatores determinantes para o nosso processo produtivo”, declara o responsável em comunicado. A sustentabilidade é outra preocupação da Maiken Foods, que desenvolveu uma tecnologia própria que “permite a integração de toda a produção de forma sustentável”.

Por outro lado, o CEO da AICEP Global Parques acrescenta que “o Parque Industrial e Logístico de Sines (ZILS) está empenhado em atrair investimentos em aquicultura, agronegócio e agrologística, de forma a otimizar as importações nacionais, e promover o auto-abastecimento e as exportações.” 

A AICEP e a gestora da ZILS, a maior área de localização empresarial do país, com acesso fácil e rápido às vias de comunicação nacionais e internacionais devido à sua integração com o Porto de Sines.

Sines tem a localização ideal para a instalação de projetos industriais e agroalimentares, uma vez que o porto de águas profundas e as ligações para toda a Europa permitem um rápido escoamento dos produtos.

Scroll to Top