Trocas comerciais entre Brasil, Rússia e Ucrânia

O G1 – Globo fez um levantamento dos principais produtos de comércio que transitam entre o Brasil, a Rússia e a Ucrânia.


Entre os principais produtos comerciais entre Brasil, Rússia e Ucrânia, destacam-se o amendoim, os fertilizantes e máquinas, revela o G1 da Globo, com base nos dados fornecidos pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia. Mas os valores que circulam entre os três países têm pesos bem diferentes na balança.

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, tem justificado a não condenação da invasão da Ucrânia pela Rússia com as possíveis consequências negativas na economia nacional. Isto porque a Rússia é atualmente o 6º maior fornecedor de produtos para o Brasil, com a China e os EUA a ocuparem os 2 primeiros lugares. Já a Ucrânia ocupa o 36º lugar na lista. 

Independentemente destes rankings, é expectável que o preço de produtos como combustíveis, trigo e outros bens subam ainda mais ao longo das próximas semanas, não só no Brasil como em todo o mundo, devido ao evoluir da situação.

Trocas comerciais entre Brasil e Rússia

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, o Brasil importou, em 2021, produtos equivalentes a US$ 5,7 mil milhões da Rússia, o dobro do valor registado no ano anterior (US$ 2,7 mil milhões).

O adubo é o principal produto importado da Rússia, representando 31% do total. Aliás, poucos dias antes da guerra, o presidente brasileiro marcou encontro com Vladimir Putin para garantir o fornecimento de fertilizante e de trigo aos agricultores brasileiros. De referir que a Rússia é o maior produtor mundial de trigo, enquanto a Ucrânia ocupa o quarto lugar na lista. Mas além do setor agrícola, o governo teme agora o impacto no preço dos combustíveis. Além do adubo mineral ou químico (US$ 3,5 mil milhões), o Brasil importa hulhas (carvão negro) e derivados (US$ 480,1 milhões), óleos de petróleo ou de minerais betuminosos, exceto óleos brutos (US$ 432, 7 milhões), produtos semi manufaturados de ferro ou aço não ligado (US$ 368,2 milhões) e alumínio em formas brutas (US$ 142,8 milhões).

Por outro lado, o Brasil exportou para a Rússia, em 2021, produtos no valor de US$ 1,6 mil milhões, o que a coloca no 36º lugar na lista de exportações.

Os produtos que transitam de sul para norte são essencialmente agrícolas, entre os quais soja (US$ 343,3 milhões), carnes e miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, aves (US$ 167,2 milhões), café, mesmo torrado ou descafeinado; cascas e películas de café e sucedâneos do café (US$ 132,8 milhões), amendoins (US$ 129,7 milhões), açúcares de cana ou de beterraba e sacarose quimicamente pura (US$ 127 milhões). Também se destaca a maquinaria como bulldozers, angledozers, niveladoras, raspo-transportadoras (scrapers), pás mecânicas, escavadoras, carregadoras e pás carregadoras, compactadores e rolos ou cilindros compressores, autopropulsores, num valor equivalente a US$ 51,4 milhões.

Trocas comerciais entre Brasil e Ucrânia

A relação comercial entre o Brasil e a Ucrânia tem menor peso em comparação com a Rússia, mas nem por isso é menos importante. A Ucrânia é o maior fornecedor de ferro fundido bruto e de ferro especular, que representam um valor equivalente a US$ 11,7 milhões.

No total de 2021, segundo a Secretaria de Comércio Exterior do Ministério da Economia, o Brasil exportou US$ 227 milhões (0,08% do total) e importou US$ 211 milhões em produtos (0,09%). Do Brasil para a Ucrânia saem amendoins (US$ 29,2 milhões), açúcares de cana ou de beterraba e sacarose (US$ 25,2 milhões), minérios de alumínio e concentrados (US$ 24,5 milhões), aparelhos mecânicos, extintores, pistolas aerográficas e aparelhos semelhantes (US$ 21,9 milhões), extratos, essências e concentrados de café, chá ou de mate e preparações à base destes produtos, chicória torrada e outros torrados do café e respetivos extratos, essências e concentrados (US$ 21,6 milhões).

No sentido contrário, chegam produtos semi manufaturados de ferro ou aço não ligado (US$ 45,3 milhões), polímeros de cloreto de vinilo (US$ 41,3 milhões), produtos laminados planos, de ferro ou aço não ligado (US$ 23,1 milhões,9,30% do total exportado; fio-máquina de ferro ou aço não ligado (US$18,5 milhões) e medicamentos (US$ 14,7 milhões).

Fonte: Globo

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